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Formação: um desafio nacional

A falta de emprego é, hoje, um problema global que afeta tanto os países desenvolvidos quanto aqueles em desenvolvimento. No caso da juventude, o desafio é ainda maior. Houve um período em que o mercado de trabalho conseguia absorver uma massa de trabalhadores de baixa qualificação e com disposição para atividades manuais desenvolvidas no campo e nas fábricas.

A mecanização e as descobertas tecnológicas, que provocaram uma verdadeira revolução no mundo do trabalho nas últimas décadas, associada à perda de qualidade no ensino público e ao aumento das exigências de qualificação profissional, tornou a situação mais crítica. Se a crise atinge os adultos, que têm de correr para tentar se adaptar à mudança dos tempos, afeta mais ainda os jovens.

Veja os dados:

  • Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o desemprego entre os jovens de 15 a 24 anos sofreu forte elevação em dez anos, alcançando, em 2003, cerca de 88 milhões de pessoas, ou seja, 47% do total de desempregos do mundo.
  • Na América Latina, a realidade não é diferente. Os dados da OIT de 2007 indicam que 22 milhões de jovens latino-americanos não estudam nem trabalham e representam 46% do volume de desempregados na região.
  • No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios de  2006 (Pnad/IBGE), dos 34,7 milhões de jovens brasileiros de 15 a 24 anos, 22,2 milhões são economicamente ativos. Deste grupo, 18,2 milhões estão empregados e 3,9 milhões desempregados. A taxa de desemprego entre os jovens de 17,8% é cerca de 3,2 vezes maior do que a dos indivíduos acima de 25 anos (5,6%).

A maior concorrência pelo acesso ao primeiro emprego e pela permanência no mercado está levando os jovens profissionais a aceitarem ocupações de baixa qualidade, precariedade dos vínculos empregatícios e má remuneração. Mas não basta inserir os jovens no mercado, é preciso acompanhar para que eles consigam permanecer no trabalho e ter ascensão profissional.


Fonte: Instituto Ibi 

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